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Trabalhadores brasileiros reiteram denúncias.

Publicado por admin Em 25 - maio - 2011 ADD COMMENTS

Embora a Chancelaria do Panamá, tenha negado as supostas denúncias contra a embaixadora do Panamá no Brasil, Gabriela García Carranza, por abuso e discriminação contra os trabalhadores, estes reiteraram ontem as acusações.

O Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Embaixadas, Consulados e Organismos Internacionais, Raimundo Luís de Oliveira, falou com El Siglo e denunciou que as anomalias começaram em novembro de 2009, quando Josinaldo Silva Camelo, motorista, após mais de 10 anos de trabalho na sede diplomáticas se demitiu por se sentir ameaçado e vitima de maus-tratos.

De acordo com o testemunho de Silva Camelo, foi pressionado psicologicamente, à procura de casas para alugar para a embaixadora, e ela (a embaixadora) disse que ele era muito lento e que ele não servia para trabalhar para o Panamá. Além disso, foi acusado pela embaixadora, de estar supostamente desviando verbas da embaixada.

Os afetados somam nove funcionários que trabalhavam para García Carranza, informou o Presidente do Sindicato. Além de Silva Camelo, há outros cinco motoristas, a secretária Geruza Silva, o jardineiro Deusdete Barbosa Santos e um vigilante, Israel Rodrigues Marques.

A denúncia de Deusdete Barbosa (jardineiro) é que ele se sentiu vítima de discriminação quando a embaixadora panamenha o impediu de usar o banheiro da embaixada, mandou-o cortar o gramado com facão e não com uma máquina de cortar grama, além de chamá-lo de ‘preto’ de forma depreciativa, que no Brasil é considerado um crime grave.

De acordo com de Oliveira, Camelo Silva, mantém uma ação trabalhista contra a embaixadora cobrando horas extras que não foram remuneradas e Deusdete Barbosa tem uma audiência para que a Justiça brasileira decida se serão pagos ou não seus direitos.

‘É uma pessoa arrogante que acredita estar está acima da lei e acredita que o resto das pessoas são inferiores e que podem ser maltratadas’, disse Camelo Silva. Ambos os trabalhadores concordaram que o nome do Panamá é “manchado” com a atitude de García Carranza, ao contrário de outros embaixadores que foram respeitados e condecorados. ‘A Sra. Gabriela García Carranza, não dispõe de capacidade de diálogo e usa as agressões verbais para maltratar as pessoas’.

Os autores da denúncia asseguram que depois que a embaixadora García tomou conhecimento das reclamações dos funcionários, começou a atacar os trabalhadores. Denunciou-os por supostos desvio de verbas da embaixada. Fato que alegam não ser verdade e esperam uma decisão o mais breve possível das autoridades competentes.

NÃO HÁ RESPOSTA

El Siglo tentou pela segunda vez obter uma resposta do Ministério de Relações Exteriores do Panamá, mas segundo informações ainda não tinham uma versão oficial sobre o assunto. Inclusive, tentou várias vezes ligar para o chanceler, Juan Carlos Varela, mas ele mantinha seu telefone desligado.

Para Fermín Gôndola, da Faculdade de Administração Pública da Universidade do Panamá (UP), os erros cometidos por diplomatas estrangeiros são devidos à falta de conhecimento das leis trabalhistas do país em que trabalham; assim como o disposto na Convenção dos Direitos Humanos, da qual o Panamá é signatário.

Diante das demandas impostas pelos trabalhadores, Gôndola argumentou que pela imunidade que goza García, poderiam declará-la “non grata” e que o governo nacional panamenho acabe pagando os danos ocasionados, com o dinheiro de todos os panamenhos.

Fonte: http://www.elsiglo.com/mensual/2011/05/24/contenido/369477.asp

Novamente os diplomatas que representam o Panamá no estrangeiro são o foco da atenção de alguns escândalos.
Desta vez se trata da embaixadora do Panamá no Brasil, Gabriela García Carranza, que é acusado de supostos maus tratos para com seus funcionários.
No site do Ministério de Assuntos Exteriores do Brasil, e em vários outros sites do país, são feitas menções sobre a denúncia que foi apresentada pelo, sindicato que representa os trabalhadores em embaixadas, consulados e organismos internacionais.
García Carranza é acusada de assédio moral, maus-tratos e discriminação contra cinco funcionários, de acordo com uma fonte que preferiu não se identificar.
Inclusive, o Ministério de Assuntos Exteriores do Brasil aguarda o ‘pronunciamento da justiça… E caso a embaixadora seja considerada culpada, o Brasil pedirá sua substituição’.
Garcia foi designada como Embaixadora no Brasil, em 2009, pelo Chanceler da República Juan Carlos Varela. El Siglo entrou em contato com o Ministério de Assuntos Exteriores do Panamá, para obter mais detalhes.
Zoraya Quintero, relações públicas do Ministério do Panamá, informou que estavam consultando a Embaixada do Brasil, e por ser um tema delicado, não emitiriam declarações até que sejam confirmadas ou não as acusações contra Garcia.
El Siglo também ligou para o chanceler e vice-chanceler, Juan Carlos Varela e Álvaro Alemán, à embaixada do Panamá no Brasil e enviou um e-mail solicitando mais informação, porém nenhuma das comunicações foi respondida.
Deve-se ser mais exigente
O ex-ministro de Relações Exteriores, Julio Yao, assinalou que “o atribuído a um posto diplomático deve ter dois perfis: um, que se ajuste ao posto consular e o segundo, ao pessoal ‘.
Argumentou que do ultimo é o que menos se exige, porém deveria ser um dos principais ao se refletir a personalidade de uma pessoa.
Na opinião do especialista, as supostas acusações feitas a Garcia, são muito comuns e só são conhecidas quando denunciadas. “Se um diplomata atua mal, todos nós ficamos mal, e isto acontece, porque são escolhidos por favores políticos’, disse Yao.
Outros Escândalos
Anteriormente, a imagem do Panamá foi marcada pelas ações daqueles que nos representam no exterior ocupando um cargo diplomático.

Um dos mais lembrados, o cônsul do Panamá em Miami, Thomas Guerra, que, no meio de um programa televisivo, forneceu informações falsas sobre o início do canal do Panamá e sobre seu funcionamento.
Sendo agravado por Ítalo Giovani Afú, o ex-cônsul nas ilhas Canárias, que no último dia do Carnaval na Espanha saiu em trajes de mulheres.

Tradução livre

Fonte: http://www.elsiglo.com/mensual/2011/05/21/contenido/368709.asp

Vinicius Sassine
Publicação: 22/05/2011 07:20 Atualização: 22/05/2011 08:28

Fachada da representação brasileira em Roma: embaixador organizou casamento no prédio

Fachada da representação brasileira em Roma: embaixador organizou casamento no prédio

Um casamento dentro do luxuoso Palácio Pamphilj, em Roma, chamou a atenção dos turistas que passavam pela Praça Navona, um dos pontos turísticos mais frequentados da capital italiana. O palácio tem história, requinte e pertence ao governo brasileiro: sedia a Embaixada do Brasil. É também a residência oficial do embaixador, José Viegas Filho. Ele e a mulher, a escritora peruana Erika Stockholm, organizaram o casamento de amigos e receberam convidados no Pamphilj, em meados do ano passado, num dos espaços mais amplos e suntuosos do centro histórico de Roma. “A confraternização foi custeada pessoalmente por mim”, garante o embaixador. “Não há impeditivos para a realização de eventos de cunho privado no palácio.” O público e o privado se confundem no Pamphilj (pronuncia-se panfili). Viegas diz ter pago a conta do casamento, mas os salários, as horas extras dos funcionários — cinco motoristas estão à disposição no Pamphilj, por exemplo — e as despesas de consumo no palácio são custeados pelo Itamaraty.

Na mesma embaixada, outra iniciativa de Viegas e Erika mostra a confusão entre gastos privados do casal e os custos da chancelaria e do palácio. Eles decidiram reformar dois dos sete quartos de hóspedes existentes na parte residencial do Pamphilj, para receber três parentes de Erika. Os familiares permaneceram por alguns meses em Roma, e os quartos do palácio — que tem quase seis séculos de história — foram modificados e reformados para abrigar os hóspedes, que não estavam em missão diplomática oficial. O embaixador admite que as reformas foram custeadas por uma dotação orçamentária voltada a “serviços e atividades de manutenção do posto (da embaixada)”. “Os serviços nos dois quartos limitaram-se a atividades de pintura e reparo, que não afetaram em nada a estrutura do edifício ou o projeto original do palácio”, justifica Viegas. “Como os demais aposentos da residência, os quartos são utilizados para abrigar hóspedes oficiais e privados.”

Situações como a da Embaixada do Brasil em Roma se repetem em diferentes representações brasileiras no exterior, o que motivou uma ampla investigação pelo Tribunal de Contas da União (TCU), inédita nos últimos 10 anos. Dois auditores da 5ª Secretaria do TCU acabam de chegar de Nova York, onde permaneceram por duas semanas. O escritório financeiro do Itamaraty fica na cidade, e é desse escritório que o Ministério de Relações Exteriores administra repasses anuais de mais de R$ 1 bilhão para as 235 representações brasileiras no exterior, entre embaixadas, consulados e outros postos. O dinheiro é fiscalizado pelo próprio Itamaraty e não passa pelo crivo de órgãos externos de controle, como a Controladoria-Geral da União (CGU). Técnicos da CGU apenas integram a Secretaria de Controle Interno (Ciset) do Itamaraty. O TCU, por 10 anos, deixou de auditar de forma mais próxima as contas das embaixadas e consulados. Agora, os auditores vão se debruçar numa papelada fornecida por representações na Europa, nas Américas, na Ásia, no Oriente Médio e na África.

Pente-fino
O TCU não diz especificamente quais são as embaixadas e os consulados que passarão pelo pente-fino, mas o Correio apurou que as embaixadas do Brasil em Roma e em Berlim, na Alemanha, são algumas das investigadas. A situação em Roma foi discutida no escritório do Itamaraty em Nova York. O vice-presidente do TCU, ministro Augusto Nardes, esteve no escritório por dois dias para reforçar a importância da investigação aberta. Os papéis fornecidos pelas embaixadas e consulados ainda não chegaram ao Brasil, tamanho o volume dos documentos. Somente a Embaixada em Roma reuniu quase 20kg de papel. “Há uma série de atos ilícitos nas representações do Brasil no exterior, ou por má-fé ou por desconhecimento da legislação”, afirma o ministro Augusto Nardes. “Se não fosse o controle interno do Itamaraty, não haveria qualquer tipo de fiscalização.”

Somente em 2009, 8 mil prestações de conta de embaixadas e consulados foram remetidas ao escritório do Itamaraty em Nova York. E apenas o próprio Itamaraty analisou essas prestações. Das 235 representações brasileiras, 209 (89%) estão fora do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) do governo federal, programa que controla todos os gastos da União. É o Siafi o meio mais seguro para os repasses de dinheiro público e para uma posterior fiscalização. Mas, para se ter uma ideia da obscuridade das contas do Itamaraty, o próprio escritório de Nova York ficou fora do sistema até dois anos atrás. O dinheiro que o Itamaraty distribui é fiscalizado apenas pelo próprio órgão.

Cópia do pedido de compra de uma pizza: falta de clareza no destino dos produtos
Cópia do pedido de compra de uma pizza: falta de clareza no destino dos produtos

A grande maioria das ordens bancárias e das notas de empenho passa longe do Siafi. O TCU tem dificuldades para detectar as irregularidades. Uma das tomadas de contas consideradas mais importantes no ano passado, entre as poucas relacionadas a embaixadas e consulados, refere-se a um suposto desvio de recursos arrecadados por um consulado brasileiro na Venezuela em 2004 e em 2005. A quantia é de US$ 23,8 mil dólares. Atualizado pela inflação, o montante chega a R$ 50,3 mil, dinheiro que o ex-vice-cônsul investigado terá de devolver, conforme cobrado pelo TCU. Decisões como essas são raras, em razão da dificuldade de acompanhar as prestações de contas das representações brasileiras no exterior.

Cerimonial
No ano passado, a verba destinada ao cerimonial na Embaixada do Brasil em Roma superou o valor permitido pelo Itamaraty. A rubrica inclui os eventos, cafés da manhã, almoços, jantares e coquetéis oficiais. O dinheiro gasto não pode superar 20% do dinheiro destinado para serviços e consumo na embaixada. Segundo o embaixador José Viegas, o deficit foi de apenas 91,79 euros (R$ 210), “devidamente informado aos órgãos de controle”. “O deficit foi em função da sensível intensificação das atividades de representação e promoção comercial e cultural da embaixada.”

Documentos da prestação de contas da Embaixada do Brasil em Roma, obtidos pelo Correio, mostram compras pequenas e individualizadas, como a de gelo e papel bolha, limão e até de uma pizza. Os gastos foram informados como sendo da chancelaria, mas não há clareza sobre o destino desses produtos. Questionado pela reportagem, Viegas foi evasivo: “Os comprovantes de pagamento da embaixada registram despesas com vários gêneros alimentícios para consumo no âmbito das atividades regulares do posto.”

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica-brasil-economia/2011/05/22/internas_polbraeco,253274/tcu-abre-ampla-investigacao-contra-gastanca-de-embaixadas-brasileiras.shtml

 

Embaixadora do Panamá acusada de maus tratos

Publicado por admin Em 19 - maio - 2011 ADD COMMENTS
19/05/2011 | 00:00 

embaixadora do Panamá no Brasil, Gabriela Garcia Carranza, é acusada de maltratar funcionários, sobretudo os mais humildes. Ela os trata de forma “desumana”, segundo relatou Raimundo Luis de Oliveira, presidente do Sindinações, sindicato dos trabalhadores do setor, em cartas ao governo panamenho e à Coordenação de Privilégios e Imunidades do Ministério das Relações Exteriores brasileiro.

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19/05/2011 | 00:00

Caso na Justiça

O Itamaraty aguarda o pronunciamento da Justiça. Se a embaixadora do Panamá for considerada culpada, o Brasil pedirá sua substituição.

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19/05/2011 | 00:00

Reação

A reação da embaixadora panamenha às denúncias contra ela foi processar o presidente do Sindinações por “calúnia” e “difamação”.

Fontehttp://www.claudiohumberto.com.br/principal/ 19-05-2011

“Na frigideira” Publicação da IstoÉ

Publicado por admin Em 06 - maio - 2011 ADD COMMENTS
Octávio Costa

A embaixadora do Panamá, Gabriela Garcia Carranza, está com os dias contados no Brasil. Denúncias de subordinados sobre assédio moral e até racismo convenceram o governo panamenho a substituí-la. Uma comitiva virá a Brasília discutir a troca no Itamaraty.

 

  • | Edição: 2164
  • | 29.Abr.11 – 21:00
  • | Atualizado em 06.Mai.11 – 14:16

http://www.istoe.com.br/assuntos/brasil-confidencial/detalhe/135078_NA+FRIGIDEIRA