sábado, junho 19, 2021
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Protesto no consulado americano do Rio de Janeiro

O SINDNAÇÕES – Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Embaixadas, Consulados e Organismos Internacionais e Empregados que laboram para Estado Estrangeiro ou para Membros do Corpo Diplomático Estrangeiro no Brasil. Está ao dispor dos funcionários (as) da Embaixada e Consulados dos Estados Unidos no Brasil, para lutar pelos direitos trabalhistas, conforme determina a nossa Constituição Federal de 1988, artigo 8º inciso III, diz: ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas; Inciso, VI, é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho;

Mas infelizmente os funcionários da Embaixada e Consulados dos Estados Unidos, no Brasil, têm impedido que o sindicato atue como defensor, pois os mesmos têm acatado um contrato de trabalho fraudulento que os proíbem a sindicalização, pois órgãos diplomáticos americano no Brasil têm desrespeitado as leis trabalhistas previdenciárias e sindicais brasileiras e também convenções internacionais da OIT, demonstra pratica anti-sindical.

Abaixo conta a reportagem que saiu no jornal do Brasil

Rio
05/12 às 16h36 – Atualizada em 05/12 às 17h32

Funcionários do consulado americano fazem protesto no Rio

Em silêncio e sem se identificar, manifestantes se queixaram dos salários congelados há três anos
Jornal do Brasil
Renan Almeida*

Funcionários brasileiros do consulado americano realizaram um protesto, em silêncio, nesta quarta-feira(05), em frente ao Consulado Geral dos Estados Unidos, no Centro do Rio. Eles alegam que há três anos estão com os salários e benefícios congelados e reclamam da dificuldade para negociar melhorias.

“A negociação está parada como nossos salários. O custo de vida no Rio disparou. É realmente muito difícil manter a condição de vida com esse custo elevado e o salário tão defasado”, alegou uma participante que não quis se identificar.

Segundo eles, a determinação para congelar os salários partiu do governo americano em Washington, após a crise de 2008. A medida afetou os consulados do país em todo o mundo. “O problema é que quando a crise afetou o funcionalismo do governo americano, e congelou os salários, o nosso vencimento já estava muito defasado. Nos últimos cinco anos já acumulamos perda de aproximadamente 77%”, explicaram.

Vestidos de preto, cerca de 90 funcionários se reuniram para o protesto. Eles se alimentaram de pães para simbolizar a crítica ao baixo valor que recebem para alimentação. Apesar de protestarem durante o intervalo para a refeição, eles pediram para não serem identificados com medo de punições. “Nosso vale refeição é de R$ 9 por dia. É impossível almoçar no Rio de Janeiro com esse valor”, queixaram-se.

Apenas funcionários locais participaram do protesto. Uma supervisora explicou que apesar de também não receberem correção salarial nos últimos anos, a situação dos trabalhadores americanos é mais tranquila. “Eles recebem em dólar e o governo americano arca com os custos de moradia, educação e saúde por aqui”, explica.

A Missão Diplomática dos Estados Unidos no Brasil esclareceu por nota que como parte da política de recuperação da economia dos EUA, em 1º de janeiro de 2011 foi emitida uma Medida Executiva decretando o congelamento de salário de todos os funcionários do governo em escala mundial por dois anos. Eles admitem os impactos negativos sofridos pelos funcionários locais por conta do aumento no custo de vida. Entretanto, lembram que a Missão dos EUA não tem controle sobre o assunto e precisa aguardar o término do congelamento salarial.

Segue a nota:

Como parte da política de recuperação da economia dos EUA, em 1º de janeiro de 2011 foi emitida uma Medida Executiva decretando o congelamento de salário de todos os funcionários do governo em escala mundial por dois anos. O objetivo do congelamento foi buscar um equilíbrio do orçamento governamental durante a recuperação da economia global. O congelamento se aplica a todos os funcionários americanos e todos os funcionários locais que servem às missões diplomáticas dos EUA no mundo.

A Embaixada dos EUA no Brasil continua tentando obter exceções para esse congelamento junto a Washington, mas até agora não obteve sucesso. No entanto temos discutido essa situação com os funcionários brasileiros e conseguimos melhorar algumas áreas onde havia espaço para tal: ex. treinamentos, melhorias do espaço físico de trabalho e autorização para horas extras.

O aumento do custo de vida, incluindo o seguro saúde, dentário, transporte e benefícios, bem como o congelamento do salário dos funcionários do governo dos EUA impactou no salário líquido dos funcionários locais. Nós compreendemos as preocupações dos nossos funcionários e eles, por sua vez, estão cientes que a Missão dos EUA não tem controle sobre o assunto e precisa aguardar o término do congelamento salarial. Reconhecemos que a demonstração de hoje mostra o desejo dos nossos funcionários de expressar suas preocupações sobre esse assunto.

O bem-estar dos funcionários locais bem como dos diplomatas e de seus respectivos familiares é importante para a Missão dos EUA porque reconhecemos que eles são nosso mais valioso recurso.

 

 

3 comentários em “Protesto no consulado americano do Rio de Janeiro

  1. Os americanos desrespeitam os brasileiros que solicitam vistos com longas filas e preço exorbitante e tratam os seus funcionários brasileiros com desonestidade.

  2. Sou funcionário do consulado americano a quase 4 anos sem aumento com vale refeição sem ajustes não paga os fériado para quem trabalha em uma escala de 26 dias.
    E ainda os brasileiro se vende por tão pouco
    Estou com um processo interno de diferença de horas extras e adiciinal noturno que se arrasta por quase 4 anos
    E eu que pensei que o setor público brasileiro era ruim que isso
    O corpo consular americano é o pior trata seu funcionário com bixo ou pior com uma desconfiança que todos os brasileiro que matar eles
    Sendo que nois samos carinhoso receptivo algo que ele não são e ainda trata as mulher como objeto de sexo ou pior

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