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Existe um jeito inteligente de se hospedar.

Publicado por admin Em 29 - abril - 2011 ADD COMMENTS

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Governo dos EUA omite as agressões aos direitos humanos que acontecem lá ou sob sua jurisdição, lembra o Itamaraty em nota divulgada na sexta

O governo brasileiro deixou claro, através do Itamaraty, que não está disposto a aceitar a prepotência da secretária de estado americana, Hilary Clinton, que divulgou, na sexta-feira (8 ), um pretenso relatório sobre “direitos humanos” em 194 países, com críticas descabidas ao Brasil. Em nota, a chancelaria brasileira respondeu que “o governo brasileiro não se pronuncia sobre conteúdo de relatórios elaborados unilateralmente por países, com base em legislações e critérios domésticos, pelos quais tais países se atribuem posição de avaliadores da situação dos direitos humanos no mundo”.

O comunicado assinala ainda que “tais avaliações não incluem a situação em seus próprios territórios e outras áreas sujeitas de fato à sua jurisdição”. Este trecho do documento, emitido no mesmo dia da divulgação do relatório do Departamento de Estado americano, é uma clara referência ao desprezo que o governo dos EUA tem por qualquer vestígio de direitos humanos de seu próprio povo, particularmente dos negros, dos imigrantes ou dos cidadãos que professam a religião islâmica naquele país. O relatório, frequentemente usado para impor sanções e represálias contra países e líderes desafetos, diz que a polícia brasileira desrespeita os direitos humanos e comete abusos, maus-tratos, tortura e assassinato de pessoas presas. O texto também se refere a um suposto problema de trabalho escravo e de trabalho infantil.

Nas entrelinhas, o governo brasileiro refresca a memória da secretária americana em relação às monstruosidades perpetradas por suas tropas nos países ocupados militarmente pelos EUA, como Iraque e Afeganistão. Os crimes cometidos em locais como a base de Guantánamo, em Cuba, de onde eles [os EUA] se recusam a sair desde o início do século XX, são alvo de graves denúncias de torturas contra os presos. Em suma, o governo brasileiro, diplomaticamente, mandou os EUA pararem de ser hipócritas e passarem a olhar a si próprio antes de sair por aí pontuando sobre a situação de direitos humanos dos outros, como além do Brasil, do Irã e da Coreia Popular.

ASSASSINATO

Hillary Clinton e seu relatório não dizem uma palavra das bombas jogadas pela aviação americana e a OTAN na cabeça da população civil da Líbia, sobre a destruição de cidades inteiras no Iraque, ou sobre o covarde massacre praticado por seus soldados contra jovens indefesos no Afeganistão. As cenas desse último massacre a que nos referimos, por sinal, foram mostradas recentemente, com exuberância de fotos e filmes, pela revista alemã “Der Spiegel” (veja detalhes nas edições 2948 e 2949 do HP). A dramática reportagem descreve o destino de “Gul Mudin, um rapaz de 15 anos, que morava em La Mohammed Kalay, um povoado de seu país, o Afeganistão”. “Na manhã de 15 de janeiro de 2010, Gul Mudin estava trabalhando no campo quando chegaram os soldados norte-americanos. Em La Mohammed Kalay havia apenas camponeses desarmados – tentando, apesar de tudo, viver em seu próprio país”, prossegue e revista.

“Dois soldados aproximaram-se do jovem Gul, que estava sozinho numa plantação. Um deles o chamou em pashtu, a língua local. Os soldados viram que Gul estava desarmado (“não carregava nas mãos nem mesmo uma pá”, disse depois um deles). Em seguida, “fizeram como se o rapaz tivesse jogado uma granada neles e, depois, acabaram com ele”, descreveu ao pai, como se estivesse contando algo rotineiro, um dos membros do pelotão, o soldado Adam Winfield, pela rede Facebook. “Gul foi metralhado seguidamente pelos soldados Jeremy Morlock e Andrew Holmes. Depois, posaram com o cadáver para várias fotos, segurando a cabeça, como se fosse um animal abatido numa caçada. Um deles decepou um dedo de Gul e o guardou, como souvenir”, conclui a matéria. A zelosa secretária não se lembrou de nada disso em seu relatório.

LEI

Em Guantánamo, centenas de prisioneiros de diversos países são barbaramente torturados e permanecem anos sem julgamento, sem acusação formal e sem condenação. Advogados de defesa então, nem se fala. Ali não há lei. O governo americano se acha no direito de prender, torturar, matar e humilhar pessoas sem nenhum julgamento, apenas por acusações genéricas de supostas “ameaças à segurança” dos EUA. Mas, a secretária de estado não “sabe” nada sobre isso. Ela só tem olhos para possíveis torturas e violência da polícia brasileira. Foram 43 páginas sobre o Brasil, até mesmo especificamente sobre as “minorias” da Bahia, e nenhuma linha sobre os massacres praticados por suas tropas contra populações inocentes. Nada sobre o “Ato Patriótico”, uma lei fascista que invade a privacidade de qualquer cidadão americano, em nome de uma paranóia anti-terror sistematicamente alimentada.

Coincidentemente, além do Brasil, Hilary critica também a Venezuela, mas, por outro lado, não vê nenhuma violência na Colômbia. É claro, com suas bases militares e com a ação de seus fantoches neste país reina a “paz dos cemitérios”. Os esquadrões da morte colombianos (os tristementes conhecidos paramilitares) continuam assassinando sindicalistas, jornalistas, camponeses e líderes populares, sem que o governo dos EUA emita qualquer condenação. Só na cidade de Macarena, no ano passado, foi encontrada uma vala comum com mais de 2 mil cadáveres.

A ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, também rebateu o pretensioso e arrogante relatório americano: “Nenhuma questão contida no relatório é nova, assim como não é novo eles [os norte-americanos] se arvorarem em apontar situações diversas sem que analisem suas próprias contradições. Para o mundo, também seria interessante debater a situação de tratamento desumano dos presos de Guantánamo [base norte-americana em Cuba], o tratamento de emigrantes na fronteira com o México, a existência da pena de morte em alguns estados e até a prática de castigos físicos em escolas para disciplinar crianças”, afirmou.

SÉRGIO CRUZ

Fonte: Jornal Hora do Povo

http://www.horadopovo.com.br/2011/abril/2949-13-04-2011/P3/pag3a.htm

Exemplo dos Direitos Humanos praticados pelos Estados Unidos.

ATENÇÃO: IMAGENS FORTES

Dilma defende mudanças em organismos internacionais

Publicado por admin Em 15 - abril - 2011 ADD COMMENTS

Após participação na 3ª Cúpula dos BRICS, em Sanya, China, nesta quinta-feira, a presidenta Dilma Rousseff afirmou que Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul estão engajados no crescimento econômico com justiça social e no desenvolvimento ambientalmente sustentável de suas economias.

Em sua fala de pouco mais de cinco minutos, a presidenta frisou a necessidade de reformulação do Conselho de Segurança das Nações Unidas, do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial.

Ela ressaltou, ainda, que a criação do G20 representou um avanço e um primeiro sinal de reconhecimento da necessidade de mudanças na governança global e que os BRICS querem intensificar a coordenação nos temas tratados no âmbito do G20, “mantendo a abertura ao diálogo no que se refere às aspirações de todos os países em desenvolvimento”.

“Sabemos que nenhuma nação, por mais poderosa que seja, pode superar seus desafios sozinha. Queremos somar esforços para promovermos nossas relações econômico-comerciais, científicas e tecnológicas, educacionais e culturais (…). Crescemos com distribuição de renda, equilíbrio macroeconômico e redução de vulnerabilidade externa. Acreditamos que a prosperidade verdadeira só pode ser a prosperidade compartilhada por todos”, disse.

Dilma Rousseff comemorou a entrada da África do Sul no bloco e parabenizou o presidente sul-africano, Jacob Zuma, pela realização da Cúpula do Clima de Durban, em 2011. “Seremos nós, o Brasil, a recolher a próxima conferência do clima em 2012 na Rio +20”, continuou.

Outro desafio elencado para o âmbito dos BRICS, na opinião da presidenta, é incentivar a educação de qualidade, que resultará em maior capacidade de inovação e desenvolvimento científico e tecnológico “para assegurar uma inserção soberana na economia global, cada vez mais interdependente”.

“Ademais, estamos cientes de que a paz e segurança estão intimamente associadas ao combate à fome, ao desenvolvimento e à criação de oportunidades para homens e mulheres e, em especial, para os jovens”, lembrou. Ao finalizar seu discurso, Dilma Rousseff agradeceu “a parte chinesa pela liderança demonstrada na cúpula” e informou que o Brasil antecipa a participação na próxima reunião dos BRICS na Índia, em 2012.

Declaração conjunta

No encerramento da reunião, foi divulgada a “Declaração de Sanya”, documento em que os integrantes do bloco de países emergentes manifestam posição sobre temas dos mais diversos. O texto começa com a explicação da montagem do grupo que “visa a contribuir para o desenvolvimento da humanidade e para o estabelecimento de um mundo mais justo e equânime”. “É o forte desejo comum por paz, segurança, desenvolvimento e cooperação que uniu os países do BRICS, com uma população de cerca 3 bilhões de cidadãos de diferentes continentes.”

E prossegue: “O século XXI deve ser marcado pela paz, harmonia, cooperação e desenvolvimento científico. Sob o tema “Visão Ampla, Prosperidade Compartilhada”, conduzimos discussões francas e aprofundadas, alcançando abrangente consenso sobre o fortalecimento da cooperação no BRICS, bem como sobre a promoção da coordenação em questões internacionais e regionais de interesse comum”.

O documento diz também que “nos planos econômico, financeiro e de desenvolvimento, o BRICS é uma importante plataforma de diálogo e cooperação”. Estamos determinados, segundo o texto, a reforçar a parceria BRICS para o desenvolvimento comum e a avançar, de forma gradual e pragmática, a cooperação intrabloco, refletindo os princípios de transparência, solidariedade e assistência mútua.

O documento contém 32 tópicos passando pelo pelo compartilhamento de que “o mundo está passando por amplas, complexas e profundas mudanças, marcadas pelo fortalecimento da multipolaridade, pela globalização econômica e pela crescente interdependência”, o compromisso dos países com a diplomacia multilateral, bem como o fato de “China e Rússia reiteram a importância que atribuem a Brasil, Índia e África do Sul em assuntos internacionais, e compreendem e apoiam sua aspiração de desempenhar papel mais protagônico nas Nações Unidas”.


 

De acordo com a pesquisa “O Impacto das Drogas no Ambiente e no Mercado de Trabalho”, divulgada pelo Observatório do Mercado de Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em 2005, o abuso e dependência de substâncias psicoativas no Brasil atingem, de forma direta e indireta, mais de 50% da população brasileira. Continuar a Ler »